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O filme FRIDA, dirigido por Julye Taymor e lançado no ano de 2002, é muito mais que uma obra biográfica, ela revela os motivos que levaram Frida Kahlo e Diego Rivera a se expressarem através de suas obras de arte. Além dos motivos, o filme expressa claramente as diferenças que há entre estes dois artistas tão importantes para o cenário histórico e social mexicano, senão mundial.
Frida e Diego compartilham, além do amor, a paixão pelas artes, mas observa-se que ambos caminham antagonicamente em relação à temática e forma de expressão. Frida Kahlo adota uma postura autobiográfica e intimista, onde cada obra representa um sentimento, uma vivência, algo que ela julgava necessário expressar. Todo este intimismo está aliada á uma série de expressões, simbologias, formas, cores e texturas que remetem à cultura mexicana, o que era responsável pelo enriquecimento da obra, tornando-a exótica e emocionante. Outro fato a ser observado é a ironia que a artista confere as suas obras através de simbologias e expressões imagéticas. Por outro lado Diego Rivera é engajado a pintar diante do cotidiano e das inquietações sociais e politicas que o México e o mundo passavam na época. Com isso as suas obras possuíam um teor político e social bem acentuado, tendo como base a crítica ao capitalismo e a exaltação do povo. Outrora suas obras são repletas da sensualidade feminina, um dos motivos que o levava a pintar.
Por fim, a obra FRIDA é sintética e transmite através de inúmeros efeitos visuais as vivencias de Frida e Diego, revelando o seus teores artísticos e culturais, suas angustias, suas almas, deixando claro suas reais intenções artísticas, sejam elas intimistas, sociais ou politicas, tudo isso atráves das formas e cores esboçados pelos artistas.

Aluno: TÁLISSON SINÉSIO SILVA | graduando do curso de Arquitetura e Urbanismo da UnilesteMG